Uma das principais atrações do Palco Sunset no próximo sábado (3), o grupo de rap indígena Brô MC’s, de Mato Grosso do Sul, embarcou na madrugada de quarta-feira (31) rumo ao Rock in Rio, que começa na sexta-feira (2). Com discografia que mistura o português e o guarani, o quarteto vai dividir palco com Xamã, um dos maiores nomes do rap brasileiro na atualidade.
Formado por Kelvin Mbaretê, Bruno Veron, Clemersom Batista e Charlie Peixoto, da etnia Guarani Kaiowá, das aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados, Brô MC’s carrega a força da comunidade indígena na voz. A principal missão dos artistas, segundo eles, é representar o cotidiano do seu povo, bem como suas lutas, por meio da música.
Representatividade indígena
Diretamente de Dourados, uma das principais cidades de Mato Grosso do Sul, Brô MC’s é a primeira banda de rap indígena do Brasil. Formado pelos quatro amigos indígenas que tinham o sonho de falar sobre o cotidiano de cada um, foi na música que eles encontraram a voz para conversar com todo o país.
Em 2022, completaram 13 anos de carreira com muitas conquistas e oportunidades. Além da estreia no Rock in Rio, o grupo também já foi notado pelo DJ Alok, com quem já gravou uma música e até se apresentou em conjunto na Expogrande deste ano. O grupo também acaba de produzir uma música para a trilha sonora da Novela Pantanal. ‘Jaraha’ foi remixada e produzida em parceria com Alok.
Show no Rock in Rio
O dia do rap terá, próximo sábado (03/09), terá o grande encontro entre Xamã e Brô MC’s. O show em conjunto tem de tudo para ser um dos mais interessantes do Palco Sunset, visto que vai mesclar culturas e referências em prol do amor ao hip hop. Espetáculo está marcado para acontecer às 16h55 (horário de Brasília).
Como tudo começou
Os integrantes do Brô MC’s iniciaram a carreira em 2009. Ignorando preconceitos e objeções para serem reconhecidos no espaço do rap brasileiro, eles tinham o sonho de levar as vozes das aldeias para o país.
No vídeo abaixo pode conferir o vídeo publicado em 2010.
As letras falam sobre a luta pela terra, a questão da identidade indígena, problemas como o consumo de álcool e drogas e também altos índices de suicídio na aldeia. “Minha fala é forte e está comigo / Falo a verdade, não quero ser que nem você / Canto vários temas e isso que venho mostrando / Voz indígena é a voz de agora”, diz a tradução da letra de “Koangagua”, cantada em guarani. Os vídeos, inclusive, têm legenda para o público entender o significado das canções.
Fonte: Youtube e Midia Max



