“Fb (Fundação Bradesco) tinha tudo para ser uma escola de elite mas foram enfiando índio e bugre, estragaram tudo”, escreveu a jovem em seu perfil no Twitter.

Um comentário preconceituoso de uma jovem de 17 anos, moradora do município de Miranda – Mato Grosso do Sul – gerou revolta nos moradores do município e principalmente na comunidade indígena.
De acordo com o site Gazeta Sul, a jovem teria se revoltado pelo simples fato da “FB” (Fundação Bradesco) ter também alunos índios em sua instituição, e por conta disto, ela jamais seria uma escola de elite.

“Fb tinha tudo para ser uma escola de elite mas foram enfiando índio e bugre, estragaram tudo”. Em uma outra postagem, ela tira sarro: “deus me livre se algm da fundação ver meu twitter”.
Não demorou e a situação tomou grandes proporções no Facebook. Com isso, a jovem resolveu se desculpar através do Twitter.

“a todas pessoas que estão entregando ódio por uma coisa que foi realmente merecida, eu espero que me perdoem”, escreveu ela, em uma postagem publicada na rede social.
Entretanto, o pedido de desculpas pelas palavras preconceituosas e infeliz não agradou muitas pessoas nas redes socias.
Confira alguns comentários coletados na plataforma Facebook:

Injúria Racial
O crime de injúria racial está previsto no parágrafo 3º do artigo 140, trata-se de uma forma de injúria qualificada, na qual a pena é maior, e não se confunde com o crime de racismo, previsto na Lei 7716/2012. Para sua caracterização é necessário que haja ofensa à dignidade de alguém, com base em elementos referentes à sua raça, cor, etnia, religião, idade ou deficiência. Nesta hipótese, a pena aumenta para 1 a 3 anos de reclusão.
De acordo com a advogada Daniele Rodrigues, por se tratar de uma menor de idade, quem responde nesses casos são os responsáveis: geralmente os pais ou o responsável que detém a guarda judicial.
Por: Matheus de Moraes / Gazeta Sul



