Pena pode chegar a 10 anos e polícia afirma que em alguns casos, a própria família tem lucro com a exploração

Por vezes ‘mascarado’ pelas estatísticas de estupro de vulnerável, o crime de exploração sexual infantil ainda faz inúmeras vítimas todo ano em Mato Grosso do Sul. São crianças e adolescentes que têm suas histórias de vida marcadas pela vantagem e lucro ilícitos tirados de forma tão precoce, às custas da violência que fere a dignidade. Longe do imaginário de que esse tipo de crime acontece apenas em ‘casas de prostituição’, os responsáveis muitas vezes são os próprios pais, que enxergam nos filhos uma forma de lucro.
Dados da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) apontam que foram registrados 15 casos de exploração sexual infantil de janeiro até outubro de 2022. A idade das vítimas varia entre 11 e 16 anos, e as cidades com maior número de registros foi Campo Grande, com 5, seguida de Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai (3), Terenos (2), e Jardim, Bonito, Três Lagoas, Coxim e Tacuru, com um caso cada.
Segundo explicado pela delegada Anne Karine Trevizan, titular da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), cidades turísticas estão sujeitas a terem casos registrados – como Bonito e Jardim. “Cidades onde têm pontos turísticos acabam se aproveitando mais do fluxo de pessoas”, explica.
Por Midiamax



